Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil, somaram US$ 6 bilhões (ingressos líquidos), em maio, conforme a nota do setor externo divulgada nesta terça-feira, 24, pelo Banco Central. Os ingressos líquidos em participação no capital de empresas no país atingiram US$ 4,6 bilhões. Nos doze meses encerrados em maio, os ingressos líquidos de investimento estrangeiro direto (IED) somaram US$ 66,5 bilhões, equivalentes a 2,93% do PIB.
Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram entradas líquidas de US$ 6,3 bilhões em maio, compostos por ingressos líquidos de US$6,6 bilhões em ações, e saídas líquidas de US$279 milhões em títulos de renda fixa. Já os outros investimentos estrangeiros no país somaram ingressos líquidos de US$ 2,2 bilhões. O crédito comercial registrou ingressos líquidos de US$ 550 milhões, concentrados em operações de curto prazo. Os empréstimos de médio e longo prazos totalizaram ingressos líquidos de US$ 1,7 bilhão, destacando-se os desembolsos líquidos de empréstimos diretos, US$ 1,2 bilhão.
Reservas
As reservas internacionais no conceito liquidez totalizaram US$ 379,2 bilhões em maio, elevação de US$ 735 milhões em relação ao mês anterior. Em maio, o estoque de linhas com recompra atingiu US$ 10,4 bilhões, recuo de US$ 1,3 bilhão em relação à posição de abril. A receita de remuneração das reservas somou US$ 267 milhões. As variações por preços aumentaram o estoque em US$ 823 milhões, enquanto as variações por paridades provocaram redução de US$ 522 milhões. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$ 368,8 bilhões em maio, aumento de US$2 bilhões.