08/12/2014 10h15 - Atualizado em 08/12/2014 10h15
TAMANHO DA LETRA
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​Minha Casa Minha Vida Rural vai além da entrega das moradias

Trabalho social contribui para redução do número de doenças, como o Mal de Chagas

Pernambuco, Habitação

 

Uma das exigências para a contratação do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), conhecido como Minha Casa Minha Vida Rural, é que as entidades organizadoras que viabilizam o projeto promovam atividades de assistência técnica e trabalho social (ATEC/TS) com os beneficiários nas comunidades atendidas. As ações vão desde informações sobre o uso de equipamentos a cursos de qualificação profissional.

Em Bom Conselho (PE), o resultado do trabalho social e de assistência técnica já é visível na região, segundo a presidente da Associação Remanescente dos Quilombos Angico de Cima, Maria Alcione Cirilo da Silva. Ela conta que não há mais notícia de pessoas morrendo vítima da Doença de Chagas no município, o que era comum no período em que as casas eram de taipa, ambiente favorável ao barbeiro, mosquito transmissor do Mal de Chagas. “Hoje, é muito difícil você ver alguém doente de qualquer coisa na comunidade”, conta.

Para Maria Alcione, o acompanhamento de assistentes sociais tem contribuído para a melhoria da qualidade de vida da população, sobretudo pelos cursos profissionalizantes oferecidos. Com isso, a população de Bom Conselho, formada basicamente por pequenos agricultores, tem ganhado pedreiros e artesãos. Essa nova mão de obra foi responsável pela construção do parque infantil do antigo Quilombo.

Reciclagem
As obras do Minha Casa Minha Vida Rural também recebem aporte do Programa de Cisternas do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). São investidos nos dispositivos para o aproveitamento da água das chuvas nas residências valores que variam de R$ 1.670 a R$ 2.510, a depender do tipo de cisterna utilizada.  O uso consciente dos recursos naturais e a reciclagem são ensinados aos moradores pelas assistentes sociais.

A superintendente nacional de Habitação Rural da CAIXA, Noemi Lemes, disse, após uma visita ao MCMV Rural em Bom Conselho, que percebeu, como em outras viagens pelo interior de Norte a Sul do Brasil, que o programa tem ido muito além da entrega da moradia.

“O trabalho social, desenvolvido pelas entidades, na gestão da propriedade, no embelezamento da área, no não uso de agrotóxico para um alimento mais saudável, é muito forte. Por isso, o Minha Casa Minha Vida rural não é só a casa. É manter o agricultor sabendo dos seus direitos, das possibilidades de sua melhoria, das suas condições de saúde, da sua propriedade e da sua organização”, afirmou Noemi Lemes.

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