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27/10/2015 13h10 - Atualizado em 22/08/2016 09h45
TAMANHO DA LETRA
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Seis ações sustentáveis do Minha Casa Minha Vida em condomínios populares

Venda energia solar gerada nos telhados, aquecimento solar de água do chuveiro e biodigestores são iniciativas testadas pelo programa

Brasil, Economia

O benefício mais imediato do Minha Casa Minha Vida é concretizar o sonho da casa própria para famílias de baixa renda que viviam em situação precária. Mas a melhora de vida de 9,6 milhões de brasileiros incluídos na faixa 1 do programa desde 2009 se deve ainda a soluções sustentáveis adotados pelos projetos contratados. 

Replicadas em empreendimentos país afora, essas soluções são muitas vezes simples, mas têm enorme impacto positivo na qualidade dos condominios e no bolso dos moradores. Apresentamos seis delas aqui. 


1. Aquecimento solar de água


Mais de 224 mil famílias beneficiadas em todo o país contam com um sistema de aquecimento solar de água do chuveiro. Segundo a Associação Brasileira de Ar Condicionado, Refrigeração, Ventilação e Aquecimento (Abrava), além de não poluir, sua utilização pode reduzir a conta de luz em até 30%


2. Microusina de energia solar



Os 9.144 painéis fotovoltaicos instalados nos telhados transformaram os condomínios Praia do Rodeadouro e Morada do Salitre, em Juazeiro, no sertão baiano, em uma microusina de energia solar com potencial para produzir 2,1 Mega Watts (MW), o suficiente para abastecer 3,6 mil domicílios em um ano. 

O projeto-piloto, que recebeu R$ 6,1 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Socioambiental CAIXA​, fez das mil famílias sócias do empreendimento. A energia vendida à distribuidora local rendeu, líquido, R$ 1,89 milhão entre fevereiro de 2014 e junho. Este bolo é dividido assim: uma fatia de 60% vai para o bolso das famílias, todas de baixa renda, 30% se destinam a um fundo de investimentos para o condomínio e a associação de moradores e os 10% restantes pagam as despesas de manutenção dos residenciais. 

Em números, cada condomínio arrecada cerca de R$ 60 mil mensais, o que permitiu financiar centro comunitário, sala de informática, parada de ônibus, sinalização de trânsito e atendimentos médicos semanais. Cada família recebeu R$ 1.133 até junho, o que dá uma média de R$ 70 mensais, valor capaz de cobrir as prestações mensais do Minha Casa Minha Vida, que variam de R$ 25 a R$ 80. E ninguém precisa pagar taxa de condomínio.​




3. Biodigestores


O Minha Casa Minha Vida Rural começou a incluir biodigestores nas residências entregues pelo país em 2014. Atualmente, 335 famílias de agricultores fazem uso desta tecnologia em Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás graças a uma parceria entre o Fundo Socioambiental CAIXA e a ONG Diaconia, com recursos do Governo Federal. 

Os biogestores são equipamentos que processam matéria orgânica, como dejetos animais e restos de alimentos, transformando-os em biogás e biofertilizantes. Com eles, os agricultores podem produzir energia elétrica, gás de cozinha, adubo orgânico para capim e plantações, incluindo pomares, sem alterar o sabor dos alimentos. Pelas contas de José Jackson, pequeno agricultor de Itaberaí (GO), a 100 quilômetros de Goiânia, a economia com biodigestor deve chegar a R$ 1,5 mil por ano (veja vídeo).

 


4. Desenvolvimento Sustentável de Territórios


A estratégia de Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios (DIST) nasceu da necessidade de se criarem projetos nas áreas de saúde, ambiente, cultura, comunicação, esporte, lazer e formação técnica profissional para famílias de baixa renda que vivem em empreendimentos do Minha Casa Minha Vida. 

Um dos projetos bem-sucedidos do DIST é o Guerreiros sem Armas, implantado pelo Instituto Elos na Baixada Santista. Ele funciona num galpão que recebe crianças diariamente para atividades culturais como oficinas de fanzine, cinema de rua e festas culturais. Conheça o projeto em detalhes no vídeo abaixo. 

 


5. Casas de madeira (Wood Frame)


Nem todos os imóveis entregues pelo Minha Casa Minha Vida são de alvenaria. Uma tecnologia sustentável a seco homologada por CAIXA e Ministério das Cidades possibilita a construção de casas de madeira

A estrutura das paredes com madeira autoclavada recebe o isolamento térmico e acústico e depois chapas estruturais de OSB (painéis de tiras de madeira orientadas, em português) dos dois lados. Na etapa seguinte, são fixadas chapas de cimento na face externa e sobre elas qualquer tipo de revestimento –​ tijolinhos, pintura, texturas ou cerâmicas, por exemplo. O acabamento das paredes internas é feito com gesso.

O método alemão conhecido como wood frame (quadro de madeira) reduz em 75% a demanda por mão de obra e ainda minimiza o impacto ambiental da construção, uma vez que a opção por matérias-primas renováveis gera apenas 25% dos resíduos de um canteiro comum. Também encurta o prazo da obra –​  em metade do tempo, no caso do condomínio Moradias Nilo, em Curitiba (foto abaixo) –​ ​, barateando custos e minimizando atrasos. ​




6. Selo Casa Azul


Criado pela CAIXA em 2010, o Selo Casa Azul é uma classificação socioambiental de projetos habitacionais ​financiados pelo banco para reconhecer empreendimentos que adotem soluções eficientes na construção. O selo possui 53 critérios de avalição e seis categorias: qualidade urbana, projeto e conforto, eficiência energética, conservação de recursos materiais, gestão da água, e práticas sociais. A adesão ao selo é voluntária e a empresa interessada deve apresentar os projetos à CAIXA para análise do financiamento (mais detalhes no vídeo). 

 


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