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22/03/2016 12h45 - Atualizado em 22/03/2016 12h51
TAMANHO DA LETRA
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Chicão Reguera: o técnico campeão brasileiro que não viaja de avião

Na campanha vitoriosa do ano passado, o treinador do Rio Preto não esteve presente em cinco dos 14 jogos do time na competição. “Mas sempre deu certo”, garante

São Paulo, Esporte

Chicao-Reguera-Rio-Preto-Brasileirao-Feminino-CAIXA-2016.jpgFrancisco Reguera Inojo não tem dúvidas sobre os motivos que o levaram a se tornar técnico de um time de futebol feminino. “Nasceram três meninas, e não três meninos”, brinca o treinador do Rio Preto (SP). Foi para que as filhas pudessem jogar bola que, em 1996, ele e a esposa, Doroteia Inojo, fundaram o Juventude, time infantil que daria origem ao atual campeão do Brasileirão Feminino CAIXA. Nesses 20 anos, o ex-vendedor de material de construção tem conseguido driblar as dificuldades de um esporte que ainda sofre com a falta de apoio. Chicão Reguera só foge da dividida quando tentam colocá-lo num avião.

“Nunca entrei, nem vou entrar, de jeito nenhum”, jura o técnico de 57 anos. Na campanha vitoriosa do ano passado, Chicão não esteve presente na goleada de 5 a 1 sobre o Pinheirense, em Belém (PA), nem no empate de 2 a 2 com o Tiradentes, em Teresina (PI). Ao todo, o técnico de São José do Rio Preto (SP) ficou fora do banco de reservas em cinco dos 14 jogos do time na competição. “Mas sempre deu certo”, garante. Nessas partidas, Chicão é substituído ora por Doroteia, diretora do clube, ora por Milene, filha mais velha e auxiliar técnica, de 31 anos.

“Nós já fizemos de tudo”, conta Doroteia. “Cada um tem medo de uma coisa, e ele tem medo de avião, não adianta. Já conversamos com um médico, tentamos até fazer ele entrar num avião vazio, para ele ver como é, mas nem assim ele entrou.” As jogadoras do time já estão acostumadas com o jeito do treinador. Antes dos jogos em que não estará presente, Chicão dá mais atenção às orientações de última hora nos treinos. Depois, assistindo ao jogos pela TV, não desgruda do telefone. “Eu ligo pra ele toda hora, ele também me liga, diz onde mexer, quem trocar”, explica Doroteia.

Rio-Preto-Brasileirao-Feminino-CAIXA-2016- Doroteia-Darlene-Sharlene-Milene.jpgVitória em família
Chicão não se comove nem com os apelos da filha caçula, Darlene, que aos 16 anos foi jogar fora do país. “A minha filha morou na Itália, jogou dois anos na Áustria, passou pela Coreia do Sul, e brigava com o Chicão para ele ir dar uma força nas finais dos campeonatos”, lembra Doroteia. “Eu ia com as duas irmãs dela, mas com ele não tinha acordo.” Desde o final do ano passado, a atacante de 26 anos joga no Changchung, da China. “Ela é muito apegada a mim, às irmãs e ao pai, mas a gente vai levando. No começo do mês que vem eu devo ir pra lá.”

Darlene é a única das três filhas do casal que continua jogando profissionalmente. Milene abandonou as quatro linhas depois de quebrar um braço; Sharlene, hoje com 29 anos, foi largando aos poucos. Formadas em educação física, as duas continuam ajudando os pais no time, agora como auxiliares. A família voltou a se reunir na disputa do Brasileirão Feminino CAIXA 2013, quando o Rio Preto chegou às semifinais e Darlene foi a vice-artilheira da competição. “O gol mais bonito foi ela quem fez”, lembra Doroteia. Contra o Centro Olímpico (SP), a atacante arriscou um chute próximo à linha do meio de campo e encobriu a goleira adversária.  “A Darlene fez o gol que o Pelé não fez.”

No ano passado, Darlene voltou ao Rio Preto como jogadora temporária. A atacante estava entre as 20 atletas da seleção brasileira permanente relacionadas pela CBF para serem distribuídas entre os oito classificados para a segunda fase do Brasileirão. No sorteio do primeiro draft do futebol brasileiro, o Rio Preto ganhou o direito de ser o segundo a escolher, e Chicão e Doroteia puderam trazer Darlene de volta para o time. Reunida novamente, a família esteve junta na maior conquista da história do Rio Preto, o título do Brasileirão Feminino CAIXA 2015.

Rio-Preto-Campeao-Brasileirao-Feminino-CAIXA-2015.jpgEm busca do bicampeonato
Hoje (22), contra a Ferroviária (SP), no jogo de abertura da segunda fase do Brasileirão Feminino CAIXA 2016, o Rio Preto poderá contar novamente com a presença da goleira Luciana, da seleção principal permanente, escolhida mais uma vez no draft deste ano. O Rio Preto terminou a primeira fase como segundo colocado do Grupo 2, atrás apenas do líder Corinthians (SP). Agora, enfrenta, em jogos de ida e volta, Ferroviária (SP), Foz Cataratas (PR) e São Francisco do Conde (BA). Os dois melhores do grupo se classificam para as semifinais.

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