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05/12/2016 08h00 - Atualizado em 26/12/2016 18h28
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Conheça a história do jogador de futebol de 7 que driblou o preconceito e foi eleito duas vezes melhor do mundo

Wanderson Oliveira: “Eu nunca esqueci o dia em que fui aceito no futebol de 7. Foi amor à primeira vista”

Brasil, Esporte

2016-12-02_wanderson-interna-01.jpg“Chegou certo momento em que o preconceito embarreirou na realização do meu grande sonho”, conta o jogador de futebol de 7, Wanderson Oliveira, ao falar das dificuldades que enfrentou ao tentar ingressar no futebol convencional. Hoje, Wanderson, conhecido como Robinho, apelido que ganhou no início da carreira por conta do seu desempenho em campo, veste a camisa 10 da seleção brasileira de futebol de sete, e já foi eleito por duas vezes o melhor jogador do mundo, em 2009 e 2013.

Wanderson sofreu paralisia cerebral no momento do parto, o que comprometeu movimentos do seu braço direito. “Eu sempre convivi bem com essa questão da minha deficiência e na escola eu não sofri nenhum tipo de preconceito”, conta o atleta, que era incentivado pelos próprios colegas a procurar um clube profissional. “O pessoal falava que eu não podia ficar parado. Então pensei e vi que realmente o futebol era meu grande sonho”.

Aos 20 anos, Wanderson fez testes em quatro clubes do Rio de Janeiro, três pequenos e um grande. Por conta da deficiência, foi reprovado em todos eles. “Foi um preconceito que andou comigo durante algum tempo e eu quase cheguei a desistir do meu sonho”, lembra o jogador de Nova Iguaçu.

2016-12-02_wanderson-interna-02.jpg“Amor à primeira vista”

Naquele mesmo ano, um amigo lhe apresentou o futebol de 7, em um treino no Aterro do Flamengo. “Eu nunca mais esqueci o dia em que fui aceito no futebol de 7. Eu estava vivendo o meu mundo, que era o de estar no meio de pessoas com deficiência. Foi um momento muito importante e que eu me apaixonei. Foi amor à primeira vista”, revelou.

Com apenas cinco meses de clube, no IBDD - Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro, Wanderson foi convocado para a seleção brasileira. Também passou pelo Botafogo/Superar, e desde 2013 atua na ANDEF - Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos.

O convite para representar o Brasil veio pouco antes dos Jogos Parapan-americanos Rio 2007. Wanderson só não entrou em campo porque a equipe já estava fechada, mas acompanhou todos os jogos. “Ali foi o momento em que eu falei que queria aquilo para a minha vida. Depois daquele momento, eu procurei me dedicar muito mais nos treinamentos, porque eu queria estar com o grupo, e graças a Deus foi o que aconteceu”.

2016-12-02_wanderson-interna-03.jpgBronze paralímpico

A conquista do bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 veio com a vitória sob a Holanda, por 3 a 1. Com o título, o Brasil encerrou um jejum que durava desde a prata nas Paralimpíadas de Atenas 2004. Apesar da conquista, a modalidade não estará mais no programa paralímpico dos Jogos em Tóquio 2020.

Embora a decisão tenha partido do próprio Comitê Paralímpico Internacional, Wanderson ainda tem esperança que possa ser revertida, já que a cada dia surgem novos talentos. “Eu vejo muitos atletas novos começando, justamente em um momento que a modalidade vem crescendo no nosso país”, avalia o jogador. “Eu já estou há 10 anos e eu gosto de ver os atletas surgindo porque eu vejo neles uma mudança de vida assim como foi pra mim”.

Nascido em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, Wanderson “Robinho” tem 29 anos e mora com a esposa Cintia e com o filho Bernardo, de onze meses, em Campo Grande, no Rio de Janeiro. Pensando na aposentadoria como atleta,  recentemente ingressou no Programa de Transição de Atletas do Comitê Paralímpico Brasileiro, e planeja cursar Educação Física. “Quero vivenciar o esporte e de alguma maneira poder contribuir para o desenvolvimento do futebol de 7”, diz o atacante, que agora está focado no Mundial 2017.​

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