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13/09/2017 14h00 - Atualizado em 14/09/2017 13h54
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Mundial Paralímpico de Natação 2017 terá sete estreantes brasileiros

Conheça as histórias de Patricia Santos, 39 anos, que só aprendeu a nadar aos 24, e Gabriel Souza, 22, que trocou o surfe pela natação

Brasil, Esporte

2017-09-13_mundial-de-natacao-interna-01.jpgDos 18 atletas confirmados para o Mundial Paralímpico de Natação, de 30 de setembro a 6 de outubro, na Cidade do México, sete participam do seu primeiro Mundial. Os atletas embarcam para a capital mexicana na próxima terça-feira (19).

Apesar da estreia em Mundiais, os nadadores convocados já possuem experiência em grandes competições. Todos eles marcaram presença nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e garantiram vaga em finais. “O que a gente espera é que eles continuem crescendo e assumam, cada vez mais, o papel de protagonistas no pódio. Neste primeiro ano do ciclo, é importante tê-los com mais destaque no cenário internacional", afirma o técnico-chefe da seleção brasileira paralímpica de natação, Leonardo Tomasello.

Cerca de 550 nadadores de 60 países estão inscritos nas provas esperados na natação, que acontecem Piscina Olímpica Francisco Márquez. Entre os nadadores estreantes em Mundial convocados está a medalhista de prata no revezamento 4 x 50 m livre misto 20 pontos nos Jogos Rio 2016, Patrícia Pereira dos Santos, classe S4 (paralisados de tronco e membros inferiores).

2017-09-13_mundial-de-natacao-interna-02.jpgMesmo tendo representado o Brasil na maior competição paradesportiva do mundo, a atleta de 39 anos não esconde a expectativa para tentar novamente o pódio, desta vez em prova individual. “Eu converso com Deus todos os dias: Senhor que seja feita a tua vontade, eu farei o máximo que o Senhor puder me proporcionar e que eu possa aprimorar a minha marca e trazer o melhor resultado para o Brasil”, disse a mineira de Coronel Fabriciano, que vai disputar as provas dos 50 m livre, 100 m livre e 50 m peito.

Patrícia conheceu o paradesporto em 2002, depois de ficar tetraplégica por ter sido baleada no pescoço em um assalto à casa lotérica em que trabalhava. Ela passou então a praticar o basquete em cadeira de rodas em Cariacica (ES), onde mora até hoje, e só em 2012, aos 24 anos, aceitou um convite para aprender a nadar e treinar a nova modalidade.

“O treinador me fez o convite e eu criei coragem. Eu tinha uma colega com um grau de comprometimento maior que o meu que nadava, aí eu pensei: se ela está indo e não tem medo, por que eu não posso ir e perder o meu medo?”, conta a atleta mãe de dois filhos. “Eu criei coragem, fui porque era um desafio por eu não saber nadar. Então eu entrei para a natação e estou até hoje”.

A experiência dos Jogos Rio 2016 serviu de incentivo para que a atleta pudesse melhorar seu desempenho nas piscinas para conseguir atingir o índice estabelecido pelo Comitê e então confirmar sua participação no Mundial. “Eu comecei a treinar no começo do ano. Se eu fiz bem nas Paralimpíadas, eu sabia que podia fazer melhor para conseguir o índice para esse Mundial”. Patrícia atingiu o índice exigido para a competição no Open Internacional Loterias CAIXA que aconteceu em abril, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

2017-09-13_mundial-de-natacao-interna-03.jpgQuem também garantiu o índice no Open Loterias CAIXA foi o atleta Gabriel Cristiano Silva de Souza, de 22 anos. “Eu espero beliscar uma medalhinha. Estou na briga mas totalmente tranquilo, sem pressão nenhuma”, disse o estreante no Mundial, que irá competir nas provas 50 m livre classe S8, 100 m livre e 100 m borboleta.

Gabriel Souza perdeu o braço esquerdo aos nove anos de idade, ao cair de um trem em movimento. Natural do Guarujá (SP), ainda criança começou a surfar.  Aos 16 anos, o treinador o convenceu a praticar natação. “Eu fui conhecer a natação com o intuito de melhorar, mas acabei me apegando. Conheci as competições paralímpicas do Circuito Loterias CAIXA e aí eu peguei gosto e fui embora”, conta o caiçara, que há seis meses passou a morar na Grande São Paulo, em Jabaquara, para treinar no Centro de Treinamento Paralímpico.

De 19 de setembro a 6 de outubro, Gabriel se junta à seleção brasileira paralímpica de natação para a disputa da competição mais importante antes das Paralimpíadas de Tóquio 2020. “Fiquei muito feliz com a convocação, é mais um sonho realizado. A Rio 2016 foi a minha Paralimpíada dentro de casa e agora vou participar do meu primeiro Mundial. É incrível o que está acontecendo na minha vida”.

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