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31/01/2018 16h00 - Atualizado em 31/01/2018 16h40
TAMANHO DA LETRA
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Livro de Mia Couto vira peça na CAIXA Cultural São Paulo

Peça “Os Cadernos de Kindzu" recebeu 13 indicações a prêmios de teatro durante a temporada no Rio de Janeiro. Espetáculo é inspirado no livro "Terra Sonâmbula", do escritor moçambicano

São Paulo, Cultura

2018-01-31_mia-couto-interna-01.jpgOs Cadernos de Kindzu estreia na Caixa Cultural São Paulo em 1º de fevereiro e tem uma curtíssima temporada até 18 de fevereiro. Trata-se de mais uma produção do multipremiado Amok Teatro, fundada em 1998. Agora, o grupo traz a São Paulo seu mais recente trabalho, inspirado na obra do escritor moçambicano Mia Couto. Com direção de Ana Teixeira e Stephane Brodt, a nova criação do Amok tem como ponto de partida o livro “Terra Sonâmbula” e o universo do autor africano. As apresentações têm entrada franca.

O espetáculo conta a trajetória de Kindzu, que parte para uma viagem iniciática a fim de fugir das atrocidades de uma guerra civil. Ao encontrar outros fugitivos, refugiados e personagens repletos de humanidade, o jovem tem a oportunidade de vivenciar novas experiências. Como o menino Muidinga e o velho Tuahir do livro de Mia Couto, mergulhamos nos doze cadernos que compõem o diário de Kindzu e trilhamos a via das narrativas que revelam a dimensão onírica e mítica da existência, como formas de resistir à violência, declara a diretora Ana Teixeira.

Kindzu é parte de uma trajetória iniciada com Salina (A Última vértebra), na qual o grupo investiga as formas narrativas, com inspiração em tradições de matriz africana. Salina e Kindzu trazem duas diferentes visões sobre o continente africano e duas diferentes propostas de linguagem cênica: Enquanto Salina é um mergulho numa África ancestral, Kindzu faz uma incursão numa África pós-colonial.

2018-01-31_mia-couto-interna-02.jpgO texto de Os Cadernos de Kindzu foi abordado com a abertura de quem busca um diálogo criativo e não uma tradução cênica de uma obra literária. Ao longo desse processo, uma nova narrativa foi se construindo. A trajetória de Kindzu e seus companheiros encontraram uma identidade própria na cena, porém não se afastaram da escrita de Mia Couto, da sua riqueza poética e suas imagens, ancoradas na cultura oral africana, explica Stephane Brodt. 

Passando do conto à ação e da palavra ao canto, o espetáculo propõe uma incursão na guerra de independência de Moçambique, para explorar a natureza humana e a necessidade de reconstruir a vida e a memória. A música, a literatura e o teatro se fundem numa expressão única e indissociável. Com Os Cadernos de Kindzu, o Amok Teatro aborda o fantástico e explora a língua portuguesa, em diferentes sonoridades.

O espetáculo estreou no Rio de Janeiro em 2017 e recebeu 13 indicações aos mais importantes prêmios do teatro: Prêmio Shell de direção (Ana Teixeira e Stephane Brodt), ator (Thiago Catarino), música (Stéphane Brodt e atores), Prêmio Cesgranrio de melhor direção e melhor espetáculo, Prêmio Botequim Cultural de melhor espetáculo, atriz (Graciana Valladares), atriz coadjuvante (Luciana Lopes), autor (Ana Teixeira e Stpehane Brodt pela adaptação do texto) e Prêmio APTR de melhor atriz coadjuvante (Luciana Lopes), de melhor ator coadjuvante (Gustavo Damasceno), melhor ator coadjuvante (Stephane Brodt) e melhor música (Stephane Brodt).

2018-01-31_mia-couto-interna-03.jpgAtividade paralela: oficina sobre improvisação

Ainda na passagem do Amok Teatro por São Paulo, a diretora do espetáculo, Ana Teixeira, vai ministrar de 16 a 18 de fevereiro de 2018, a oficina Treinamento-Improvisação - Os Caminhos do Ator no Amok Teatro que propõe um olhar sobre a improvisação no jogo do ator, como um caminho que articula técnica e organicidade. Trata-se de uma prática teatral na qual o corpo do ator não é visto somente como um instrumento atlético, mas também como um reservatório de sensações que determinam as ações, fazendo coincidir interioridade com exterioridade. Uma educação dos meios de expressão do ator que oferece um suporte concreto à sua capacidade de criação.

O treinamento também tem por objetivo desenvolver a presença cênica do ator, conhecer e edificar sua individualidade, acessar uma determinada linguagem cênica ou, ainda, auxiliar diretores e atores na investigação de processos poético-pedagógicos. Serão abertas 22 vagas, todas para maiores de 18 anos. As inscrições estarão abertas até o dia 9 de fevereiro.

Sobre o Amok Teatro

Dirigido por Ana Teixeira e Stephane Brodt, o Amok Teatro caracteriza-se pela dedicação a um processo contínuo de pesquisa sobre a arte do ator e as possibilidades de encenação. Desde sua fundação em 1998, o grupo tem recebido por seus espetáculos diversos prêmios do teatro nacional e um grande reconhecimento da crítica e do público, sendo considerada uma das companhias de maior prestígio na cena carioca contemporânea.

Com 20 anos de estrada, o grupo já montou no período uma trilogia sobre a guerra, interpretou obras de Shakespeare, se debruçou sobre temas como loucura, ancestralidade, ciganos e o agreste brasileiro.

Além do Brasil, o Amok vem se destacando na China, onde se apresenta desde 2014, tendo participado de festivais em Pequim, Xangai, Nanquim, Wuhan, Shenzhen, Hangzhou e Yangzhou. Além dos espetáculos, o grupo também compartilha na China a sua experiência pedagógica, tendo já ministrado oficinas na Universidade de Pequim.

Os processos de criação e formação estão profundamente ligados nos trabalhos do Amok Teatro. A pedagogia responde à necessidade de promover uma dimensão do teatro que não se limita a produção de espetáculos, mas busca transmitir valores artísticos que não têm como único objetivo os resultados.

Ficha técnica

Direção, cenário e figurino: Ana Teixeira e Stéphane Brodt
Assistente de direção: Sandra Alencar
Atores: Graciana Valladares (Farida), Gustavo Damasceno (Romão Pinto e Anão Xipoco), Luciana Lopes (Mãe Kindzu, Tia Euzinha e Juliana), Sergio Loureiro (Pai Kindzu e Quintinho) Thiago Catarino (Kindzu), Vanessa Dias (Assma, Anão Xipoco e Virgínia) e Stephane Brodt (Surendra)
Luz: Renato Machado
Direção musical: Stéphane Brodt
Música (criação e interpretação): o elenco
Operação de Luz: Maurício Fuziyama
Coordenação administrativa: Eureka Ideias/Sonia Dantas

Serviço

Espetáculo Os Cadernos de Kindzu, na CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro – próxima à estação Sé do Metrô)
Datas: 01, 02, 03, 04, 15, 16, 17 e 18 de fevereiro de 2018 (de quinta-feira a domingo)
Horário: 19h15
Informações: (11) 3321-4400
Classificação indicativa: maiores de 14 anos
Capacidade: 80 lugares
Duração: 130 minutos
Entrada franca (ingressos distribuídos a partir das 9h do dia da apresentação)
Acesso para pessoas com deficiência

Oficina

Treinamento-Improvisação  Os Caminhos do Ator no Amok Teatro, com a diretora Ana Teixeira, na CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro – próxima à estação Sé do Metrô)
Data:  16 a 18 de fevereiro de 2018 (de sexta a domingo)
Horário: das 14h às 18h
Duração Total: 12 horas
Público: interessados acima de 18 anos
Inscrições: enviar currículo com, no máximo, 10 linhas para o e-mail: oficina@amokteatro.com.br, até o dia 09/02
Capacidade: 22 pessoas
Participação Gratuita
Informações: (11) 3321-4400

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