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10/07/2018 16h20 - Atualizado em 10/07/2018 16h34
TAMANHO DA LETRA
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Exposição sobre o Movimento Armorial é destaque na CAIXA Cultural Recife

“Armorial: da Pedra do Reino ao Ponteio Acutilado” é um reencontro com um dos mais significativos movimentos artísticos brasileiros e de grande influência em nossa cultura

Recife, Cultura

2018-07-10_armorial-interna-01.jpgA CAIXA Cultural Recife apresenta, até 5 de agosto, a exposição Armorial: da Pedra do Reino ao Ponteio Acutilado, que reúne obras do xilogravador Gilvan Samico e do pintor Romero Andrade Lima. A exposição pretende recuperar parte da história do Movimento Armorial, cerca de 45 anos depois do início do movimento. Além de obras dos dois artistas, a mostra vai reunir fotos e registros das experiências em música, teatro e dança.

“A exposição Armorial procura não apenas recuperar as matrizes do movimento e sua trajetória mas, principalmente, compreender seus desdobramentos e influências sobre artistas contemporâneos, alguns deles declaradamente inspirados pela estética do movimento, outros tributários de sua disseminação na cultura brasileira”, explica Rodrigo Silva, coordenador da mostra.

Origens do movimento
Capitaneado por Ariano Suassuna, Gilvan Samico, Francisco Brennand, Quinteto Armorial e Balé Armorial, o Movimento Armorial produziu obras lapidares da cultura brasileira, seja no teatro, na música ou nas artes plásticas. Foi com inspiração no barroco medieval ibérico que o Movimento Armorial se manifestou. Constantemente defendido como erudita, debatido com o povo por uma identidade nacional, contra a industrialização da cultura norte americana nos anos 1970.

A produção do movimento foi forjado no conceito de arte popular mais tropical, com o plano de fundo baseado no folclore nordestino, onde tem lugar os romances de cordéis, as artes medievais, os pelos cantadores de repente e a memória popular sertaneja.

2018-07-10_armorial-interna-02.jpgAriano Suassuna foi defensor voraz de uma “cultura mestiça de ibéricos-pobres, negros e índios”. Como ele mesmo definiu, a cultura popular feita pelos analfabetos ou semianalfabetos que deveria usar uma linguagem também popular em suas obras e em seu conceito.

Foi com esse ideal que ele atraiu ilustres artistas da época que se identificavam com essas tradições culturais populares. O lançamento do romance A pedra do Reino estreou Ariano como artista plástico. Inicialmente havia pedido ao amigo Brennand e este indicado o gravurista Gilvan Samico para ilustrar a obra, mas ele viu aí a oportunidade de atribuir ao personagem do livro o crédito da obra.

Inspiração na arte medieval
A arte do mestre Gilvan Samico percorre esse ambiente medieval e transcende o lugar-comum dialogando com a literatura de cordel para uma nova interpretação de fábulas e fenômenos. Tudo isso impresso nas xilogravuras com uma criatividade única de um dos fundadores do movimento.

É de Romero de Andrade Lima a responsabilidade de criar esse elo entre a produção armorial atual com a conceitual. Uma parte moderna e histórica do multiartista pernambucano selecionada para a mostra remete completamente ao legado e as obras de Ariano.

Ele mesmo retrata o mestre em uma das obras onde um caderno de anotações adorna o pescoço de um busto pintado como um bobo da corte (como Ariano costumava se retratar frente ao movimento) com chapéu enfeitado de bandeirolas, ladeado por João Grilo, Chicó, Nossa Senhora e Cristo, inspiração retirada da peça teatral de Suassuna - O Auto da Compadecida, sucesso de público e crítica nos cinemas, lançado no ano 2000.

2018-07-10_armorial-interna-03.jpgJá o artista convidado para a mostra, o pintor contemporâneo Sérgio Lucena, utiliza arquétipos místicos europeus, baseados em histórias antigas e entidades da floresta para retratar a criação, a origem do mundo e das coisas. Animais alados, por vezes monocromáticos e utilizando armaduras medievais fazem parte desse mundo destinado, quem sabe, a trazer o apocalipse.

A exposição traz também fotos de Ariano Suassuna feitas pelo fotógrafo Gustavo Moura quando acompanhou o mestre pelo sertão da Paraíba e na cidade do Recife.

Serviço
Exposição Armorial: da Pedra do Reino ao Ponteio Acutilado
CAIXA Cultural Recife, Galeria 1
Av. Alfredo Lisboa, 505 – Recife (PE)
De 8 de junho a 5 de agosto
Terça a sábado, das 10h às 20h e domingo das 10h às 17h
Entrada franca

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