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20/11/2018 17h20 - Atualizado em 20/11/2018 17h33
TAMANHO DA LETRA
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Estudantes que vão participar das Paralimpíadas Escolares 2018 contam sobre suas experiências no esporte

Jogos deste ano reúnem quase mil atletas de 12 a 18 anos que podem se tornar futuros campeões paralímpicos

Brasil, Esporte

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O estudante do 9º ano do ensino fundamental e velocista Hiago de Souza tem 15 anos e precisa de uma cadeira de rodas para se locomover. Ele conta que começou a praticar esporte por orientação médica, e com a melhora na saúde e na autoestima, superou as barreiras e passou a competir. “O esporte me ajuda a enfrentar as dificuldades da vida”, disse Hiago, antes da partida para São Paulo, onde acontecem as Paralimpíadas Escolares 2018. Esse ano, Hiago disputa as provas de 250m, 200m e 75m. Ano passado, ele competiu nos 100m e ficou em segundo lugar. “Estou confiante que vou ficar no primeiro lugar”, falou o velocista que compete pelo Distrito Federal. 

2018-11-20_paralimpiadas-escolares-interna-01.jpgAs Paralimpíadas Escolares 2018 recebe, de 20 a 23 de novembro, 989 atletas de 12 a 18 anos de quase todos os estados, à exceção de Rio de Janeiro, Piauí e Roraima. As competições acontecem de quarta a sexta-feira no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

De acordo com Fábio Costa, preparador técnico que vai acompanhar a equipe do Distrito Federal nos jogos, esta é a competição mais importante para futuros atletas, justamente pelo potencial de revelar talentos. Ele cita o campeão paralímpico e mundial de atletismo, Alan Fonteles, como exemplo, que passou pelas Paralimpíadas Escolares antes de ter o prestígio internacional. O treinador fala do otimismo dos atletas. “Eles ficam eufóricos e passam o ano esperando essa competição chegar”, diz Fábio, que trabalha com atletas paralímpicos há oito anos.

2018-11-20_paralimpiadas-escolares-interna-02.jpgÉ esse otimismo que levou a estudante Débora Lorrane, de 13 anos, a participar das Paralimpíadas. Ela conta que conheceu a bocha há aproximadamente dois anos, também por indicação médica. Resolveu experimentar e gostou muito da modalidade. Débora costuma fazer dois treinos por semana e vê no esporte uma forma de driblar a monotonia. “A bocha me ajuda a me distrair e não ficar em casa parada. Eu comecei a participar das competições em alguns finais de semana e agora não consigo ficar sem praticar”, afirma.

Débora participou pela primeira vez das Paralimpíadas Escolares em 2017 e também ganhou medalha de prata. Para este ano, pretende voltar com a mesma garra de Hiago. “Foi muito bom no ano passado. Foi a primeira vez que andei de avião e consegui o segundo lugar na competição. Agora eu quero ganhar o ouro”, contou Débora.

2018-11-20_paralimpiadas-escolares-interna-03.jpgEduardo dos Santos Vasconcelos, de 15 anos, nasceu com paralisia cerebral e também é cadeirante. Pratica a bocha desde os sete anos de idade. Ele conta que chegou a fazer natação, mas acabou se apaixonando pela bocha. “Posso dizer que foi amor à primeira vista. A bocha é uma forma de convivência que dá vida às pessoas com deficiência”, definiu. Eduardo participou das Paralimpíadas Escolares nas últimas três edições e também integra a delegação da capital do país em 2018. Ele coleciona mais de 30 medalhas e levou a prata nas Paralimpíadas Escolares 2017. “Este ano o coração está batendo mais forte”, diz Eduardo.

A estudante Sara dos Santos, de 17 anos, nasceu com má formação nos pés e mãos e precisa de próteses para andar. Ela pratica natação desde os três anos de idade e no ano passado participou pela primeira vez das Paralimpíadas Escolares. Este ano, está ansiosa para retornar a São Paulo.

2018-11-20_paralimpiadas-escolares-interna-04.jpg“É bom para encontrar todo mundo, é bem animado e a gente conhece pessoas novas”, diz Sara. Para ela, a prática iniciada quando criança se transformou em estilo de vida. “Agora eu não consigo mais parar. Foi algo que peguei para minha vida e vai comigo até o fim”, revela. O esporte também ajudou a melhorar o condicionamento e as articulações da estudante. “Eu tinha o tendão da perna retraído e ele começou a se desenvolver mais. Isso me ajuda no dia a dia”, disse Sara.

São 11 modalidades nessa edição: atletismo, bocha, basquete em cadeira de rodas, futebol de 5 (deficientes visuais), futebol de 7 (paralisados cerebrais), goalball, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado. “A Paralimpíada Escolar é o maior evento do mundo nessa faixa etária, entre 12 e 18 anos”, afirma Ramon de Souza, coordenador do evento.

O tema das Paralimpíadas Escolares 2018 foi inspirado na cultura peruana pela proximidade com os Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019. “É uma forma de motivar os atletas, já que os jogos deste ano vão ser uma das seletivas para o Camping Escolar Paralimpico 2019, projeto que vai promover treinamento intensivo para esses jovens atletas”, explica Souza.

Serviço
Paralimpíadas Escolares 2018
De 20 a 23 de novembro
Centro de Treinamento Paralímpico - São Paulo SP
Abertura: terça-feira (20), às 19h
Competições: de quarta a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h
Entrada gratuita

Saiba mais sobre a competição no Facebook do Comitê Paralímpico Brasileiro: facebook.com/ComiteParalimpico

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