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18/12/2018 18h00 - Atualizado em 18/12/2018 18h40
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Bolshoi cria bailarinos profissionais com formação ampla e gratuita

Família se organiza da melhor forma possível para que o filho viva a experiência da Escola do Teatro Bolshoi em Joinville

Santa Catarina, Cultura

2018-11-19_materia-04-interna-01.jpgInstalada na cidade de Joinville (SC), a única filial da Escola do Teatro Bolshoi de Moscou oferece 40 vagas anualmente, sendo 20 para meninos e 20 para meninas. A disputa por essas vagas está mais acirrada a cada ano. Em 2018, foram 5.873 candidatos inscritos nas pré-seleções que aconteceram em 26 cidades brasileiras. O orgulho de ter um filho conquistando uma dessas vagas faz com que famílias refaçam a vida para não perderem a oportunidade.

Paulo Ricardo Macaruff Miranda deixou muitos amigos em Curitiba (PR) para viver em Joinville (SC) e ser aluno da Escola. O bailarino de 12 anos nunca havia pensado em fazer balé. Participou da seleção em outubro de 2017 para acompanhar a irmã Maria Eduarda e conquistou uma das concorridas vagas para a primeira série de balé clássico na Escola Bolshoi.

2018-11-19_materia-04-interna-02.jpg"Fiz pensando em ver se conseguia. Agora acho muito legal. Quero terminar o curso e ser um bailarino profissional", fala o menino, que quer dançar nos Estados Unidos ou na Europa. Além de balé clássico, complementam as quatro horas diárias que passa no Bolshoi: aulas de musicalização, iniciação à pesquisa, ginástica acrobática, alongamento e condicionamento físico.

A decisão em mudar para a cidade catarinense não foi tão difícil. Curitiba e Joinville ficam a apenas 132 km de distância, o que permite que o pai Ricardo Miranda permaneça trabalhando na capital paranaense durante a semana e passe os fins de semana com a família em Joinville.

Gerente de logística em uma empresa há 20 anos, Ricardo achou melhor não sair do trabalho. "Mudamos a nossa residência para Joinville. Para viabilizarmos essa vinda, decidimos que a Karla ficaria em casa com as crianças. Enquanto pudermos levar assim, vamos continuar. Está dando certo. A distância é curta, então o sacrifício não é tão grande", conta Ricardo.

2018-11-19_materia-04-interna-03.jpgConhecendo a Escola, a dedicação dos profissionais e a qualidade do ensino, a família viu uma grande oportunidade para o filho. "Aqui a formação do cidadão é completa, comprometida com o desenvolvimento pessoal e ainda podendo ser inserido no mercado de trabalho de forma bem profissional", diz o pai, que conheceu o balé por meio dos filhos.

A mãe de Paulo, Karla Macaruff, tem opinião semelhante. "A gente escuta falar da Escola Bolshoi, mas só sabe o que é a escola quando conhece a excelência de ensino que eles têm aqui". Quando o filho subiu ao palco em uma apresentação, a mãe garante que dos 20 bailarinos só olhou para ele. "Quando a gente vê aquelas crianças bonitas no palco, não imagina tudo que tem por trás daquele trabalho", diz.

Mãe também da Maria Eduarda Macaruff Miranda, de 10 anos, Karla fala que quando os filhos começaram no balé estava terminando um curso na faculdade. "Resolvi largar tudo, esqueci o lado profissional e fiquei com o lado de mãe para conseguirmos dar o apoio que eles precisam agora".

2018-11-19_materia-04-interna-04.jpgQualidade de vida
A família já está bastante adaptada à cidade, e Karla comemora o fato de não precisar mais dirigir a cidade toda levando e buscando os filhos, já que agora pode fazer tudo andando. "A Maria Eduarda faz balé, violino, participa de um coral. É cheia de atividades que em Curitiba seria inviável por causa da distância", explica a mãe. O futuro bailarino também gosta. "Agora tenho amigos em Curitiba e aqui", diz.

Ricardo relata que as famílias do Bolshoi vivem o sonho da Escola, de todos que nela estudam, com seus desejos e anseios. "Estar vivenciando isso não tem palavras. Mas não é algo que a gente tenta impor a eles. É um sonho que o meu filho está vivendo, mas não precisa ter como objetivo de vida. Tudo que ele viver aqui no Bolshoi só vai somar como pessoa e profissional, seja qual carreira seguir. Se for bailarino, vamos continuar a apoiar com força como estamos hoje", conclui o pai.

Esta matéria é a última de uma série de reportagens sobre a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil publicadas entre novembro e dezembro.

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