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29/01/2019 19h10 - Atualizado em 29/01/2019 19h10
TAMANHO DA LETRA
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​Exposição Labirinto de Amor retrata amores e desilusões

A CAIXA Cultural Brasília recebe obras que falam do cotidiano, amores não correspondidos, sentimentos oprimidos, crítica social, encantos, desencantos, poesia, em uma estética ligada ao brega e ao mundo do circo

Brasília, Cultura

2019-01-29_labirinto-de-amor-interna-01.jpgJorge Fonseca, hoje com 52 anos, antes de ser artista com destaque internacional, foi marceneiro na adolescência, e depois, maquinista. Em Belo Horizonte, já nos tempos em que trabalhava no comando de locomotivas, ia ao centro da cidade nas horas vagas visitar galerias de arte. Em um desses passeios, aos 27 anos, resolveu que seria artista.

Começou transformando o artesanato da sua região em arte contemporânea, mesmo sem saber o que era arte contemporânea. “Eu intuía pelas coisas que eu via também”, revela o artista, que se inspirava nos causos do interior, nas referências do ateliê de costura da tia e na experiência em marcenaria. “Eu peguei os bordados, a arte da costura e depois eu fui construindo objetos com madeira, sempre com referência no universo que me cercava, desde a infância, e fui trabalhando esses elementos”.

Mais de vinte anos se passaram e parte da obra de Jorge pode ser conferida na exposição Labirinto de Amor, em exibição na CAIXA Cultural Brasília. São obras que falam do cotidiano, amores não correspondidos, sentimentos oprimidos, crítica social, encantos, desencantos das relações humanas, além de poesia em uma estética ligada ao brega, ao mundo do circo, “ao cafona”, como o próprio artista classifica.

2019-01-29_labirinto-de-amor-interna-02.jpgO músico Haschi Fernandes, morador do Lago Oeste de Brasília, foi pela segunda vez à CAIXA Cultural Brasília visitar a exposição. Gostou da obra Quando você passa eu fico assim, um coração multicor, feito de madeira e fios de cobre com várias junções em seu interior em tons diversos.

“Me agradam esses degradês de várias camadas, o formato do coração. Achei a obra mais bonita, mas gostei do conjunto todo, tem várias obras que são críticas e são lindas simplesmente”. Para o músico, a obra faz uma crítica à violência psicológica contra a mulher e retrata o amor da forma mais pura. “As duas coisas acontecem ao mesmo tempo, tudo existe neste momento, tanto relacionamentos que dão certo, relacionamentos que as pessoas são felizes e os relacionamentos que as pessoas não são felizes. E acho que esses dois âmbitos estão bem representados na exposição”, relatou Haschi.

2019-01-29_labirinto-de-amor-interna-03.jpgA obra O Outro Eu chamou a atenção da fotógrafa brasiliense Juliana Manso. A peça vista pelo lado esquerdo mostra a pintura de uma mulher loira de olhos azuis segurando rosas. Ao centro é possível ver o ícone “PUF!”, que representa a explosão. Pelo lado direto, se vê a figura de um gorila vestindo camisola. “Gostei muito desse aqui que a mulher vira o gorila, retomando a estética do circo, toda aquela temática bem colorida, gostei muito do jeito que ele mistura várias técnicas de costura, marcenaria, aplicação, gravar na madeira, o senso artístico explorado em todas as vertentes possíveis”, destacou a fotógrafa.

2019-01-29_labirinto-de-amor-interna-04.jpgA peça Mais um Round, que tem bordado em uma luva “eu ainda não ouvi o gongo”, e “levante-se”, na outra, também marcou Juliana. “A minha favorita são aquelas duas luvas de boxe”. Os dizeres, na interpretação de Juliana remetem que “não foi decretada a desistência, vai levanta, você consegue, se ame, confie em você mesma e vai à frente!”.

A exposição de Jorge Fonseca sobre o amor e outras coisas fica em cartaz na CAIXA Cultural Brasília até 3 de março e tem entrada franca. A visitação é de terça-feira a domingo, das 9 às 21h.

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